Muito se fala em "agentes de IA" como se fossem mágica. Depois de testar dezenas de ferramentas e integrar IA na minha rotina de consultoria e produção de conteúdo, separo aqui o que entrega resultado do que é só barulho.

O que funciona hoje (e eu uso)

Automação de tarefas repetitivas

Geração de rascunhos de documentos, manuais e relatórios. Eu, que elaborei manuais operacionais de ERP em três idiomas, economizo horas com a IA fazendo a primeira versão — e eu reviso. A combinação humano + IA é imbatível.

Síntese de informação

Reunir dezenas de documentos e extrair o essencial. Com NotebookLM, transformo um pacote de relatórios numa síntese navegável em minutos.

Apoio à decisão estruturada

Pedir à IA para listar prós, contras e riscos de uma escolha — não para decidir por você, mas para você não esquecer nada.

O que ainda não confio (e você também não deveria)

Decisão autônoma sem revisão

Agente que executa sozinho processo crítico — financeiro, contábil, envio externo — sem ponto de controle humano. Em 30 anos de sistemas, aprendi que automação sem trilha de auditoria é acidente esperando para acontecer.

Dado sensível em ferramenta aberta

Governança primeiro. Sempre. Antes de colar qualquer documento confidencial na IA, verifique:

A regra que carrego do ERP para a IA: a tecnologia automatiza a tarefa, mas a responsabilidade continua sua.

A tendência real para 2026–2028

Agentes que orquestram tarefas entre sistemas — exatamente o tipo de integração que fazíamos manualmente em migrações de ERP, agora assistida por IA. Quem entende de processos entre sistemas vai liderar essa onda.

Não é sobre substituir pessoas. É sobre eliminar fricção entre sistemas que nunca conversaram bem. E essa é a especialidade de quem viveu três décadas conectando módulos, integrações e bancos de dados.

O futuro do trabalho não é "humano vs. IA". É "humano com IA vs. humano sem IA". A diferença vai ser brutal.